A direção da Águas de Penha relatou aos vereadores de Navegantes as dificuldades que a empresa vem enfrentando para conseguir o “nada contra” ou “nada a opor” da administração pública local que autorizaria a passagem da adutora que vai atender Penha em um trecho do território navegantino. O projeto da concessionária é captar água no rio Luiz Alves a uma distância de 22 quilômetros. Apenas 900 metros da obra passam pelo município de Navegantes, em área rural.

A apresentação da Águas de Penha ocorreu durante uma audiência pública convocada por iniciativa dos vereadores Murilo Cordeiro (PT), Paulo Rodrigo Melzi (PSD) e Jassanan Ramos (MDB) para discutir a questão do abastecimento no município. A Águas de Penha é responsável por fornecer água também à comunidade de Pedreiras, em Navegantes, e participou da audiência como convidada.  O abastecimento do bairro já era feito por Penha desde antes da concessão do serviço de abastecimento do município.

Desde que foi solicitada autorização à administração de Navegantes, há 3 anos, o município ainda não se manifestou nem a favor nem contra. “Como nós precisamos desta posição, fomos pedir uma celeridade desta decisão para que possamos dar continuidade no licenciamento ambiental da obra”, explica Carlos Roma Júnior, presidente da Águas de Penha.

Uma das preocupações de Navegantes, que também avalia captar água no Rio Luiz Alves, é que o rio não tenha capacidade de abastecer os dois municípios.  Conforme Roma, a Águas de Penha já solicitou um estudo junto ao Sistema de Cadastro de Águas de Santa Catarina (SDS), órgão responsável pelas autorgas do uso de água, que indicou que há disponibilidade no rio para atender as duas cidades. “Portanto isso não é um impeditivo”,  destaca.

Atualmente, a Águas de Penha utiliza água fornecida pela empresa estadual. Essa água é extraída do rio Piçarras, manancial hídrico que não tem mais condições de abastecer os dois municípios